
Deputado Federal Padre Ton
Foi liberado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) R$ 300.600,63 para construção de uma escola do Programa ProInfância no município de Campo Novo de Rondônia. A informação foi confirmada ao deputado Padre Ton (PT) ontem (6).
Esta é mais uma liberação referente a encaminhamento feito pela então senadora Fátima Cleide junto ao FNDE, para levar a municípios de Rondônia escolas padronizadas para educação infantil e ensino fundamental do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância).
Com a tarefa de desembaraçar recursos pendentes de pagamento por parte dos ministérios, articulados pelos parlamentares petistas da legislatura anterior, o deputado Padre Ton já conseguiu a liberação de todas as emendas de 2009 e praticamente todas de 2010, além do empenho de recursos extraorçamentários para construção de escolas, num montante superior a R$ 10 milhões.
A escola a ser construída em Campo Novo será localizada na avenida Costa e Silva entre a JK e a rua Porto Velho, bairro Centro. A liberação ocorrida esta semana é parte do investimento de R$ 601 mil orçado para este projeto.
Fonte:Assessoria de Imprensa do Deputado Federal Padre Ton

Vitória Zem vai prestar vestibular para engenharia sanitária (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)
De relações internacionais para engenharia sanitária. Depois que a estudante Vitória Zem, de 19 anos, visitou o Consulado Britânico no Brasil, há um ano e meio, decidiu que queria seguir carreira em relações internacionais. No ano passado, prestou vestibular nas principais universidades públicas de São Paulo, mas não passou.
Neste ano, os planos da estudante mudaram. Ela continua querendo uma vaga na universidade, mas mudou a escolha da carreira para engenharia sanitária. A troca ocorreu após ela participar de um grupo de orientação vocacional chamado Vestibulógico do Cursinho da Poli, em São Paulo, local onde estuda.
“Entrei no grupo com a certeza de que faria relações internacionais. Mas aí fui apresentada a algo que gostava e nem sabia. Acabei gostando de engenharia sanitária mais do que eu esperava”, diz Vitória. Para ela, a sensação de acertar a escolha é de alívio. “Chega um ponto que parece que você não se encaixa em nada. É terrível ter de escolher.”
Para as estudantes Flávia Carolina Ferreira Soares e Tamires Barros, ambas com 18 anos, a dúvida ficava entre cursos da mesma área. Flávia não sabia se optava entre biologia e engenharia florestal, e Tamires tinha dúvidas entre farmácia, biomedicina e biotecnologia.

Flávia Carolina quer uma vaga no curso de biologia (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)
No primeiro ano do ensino médio, Flávia Carolina pensou em ser médica legista, mas como sempre gostou de animais, logo mudou de escolha. A orientação vocacional, segundo ela, ajudou a ter certeza que ela prefere o curso de biologia. Além disso, seus animais de estimação também foram importantes para convencê-la. “Tenho quatro tartarugas que me fazem querer mais ser bióloga.”
Tamires optou por farmácia, mas já chegou a pensar em fazer matemática aplicada. “Foi durante um tempo do ensino médio, mas quando comecei as aulas de laboratório, me apaixonei. ”Durante os encontros da orientação vocacional, decidiu-se por farmácia por achar que o ramo de atuação é mais abrangente. “A orientação me ajudou a entender a rotina do profissional e pensar além da remuneração.”
A estudante afirma que se não fosse a oportunidade de fazer a orientação, talvez ainda tivesse dúvidas. “Seria uma situação muito ruim. Ainda mais enquanto estamos estudando, é uma coisa a menos para nos preocuparmos.” Tamires diz que fez testes vocacionais na internet, mas que acabaram confundindo ainda mais.

Tamires decidiu fazer vestibular para farmácia (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)
Vestibulógico
A coordenadora do Cursinho da Poli, Alessandra Venturi, afirma que entre 60% e 70% dos alunos que chegam anualmente às três unidades da instituição não têm certeza da graduação que querem cursar. Todos os anos uma média de 7.000 estudantes se matriculam nas unidades do Cursinho da Poli.
“Falta orientação desde o ensino fundamental, as escolas deveriam trabalhar as habilidades dos alunos, pois cada vez mais cedo eles têm de decidir a carreira.”
O Vestibulógico prevê 11 encontros, um a cada semana, com duração de uma hora e média. Durante os encontros, acompanhados por psicóloga e pedagoga, os alunos tiram dúvidas sobre como estudar, como escolher carreira, entre outros, além de participar de testes e dinâmicas.
“Nem todo aluno no fim do encontro tem as respostas. É natural, cada um tem seu tempo. Tem casos onde a família impõe o que aluno tem de estudar. Isto é muito recorrente e complicado”, diz Alessandra.
Confira dicas sobre a escolha da carreira de quem tem certeza do que vai cursar:
1) Converse com sua família e deixe claro que este é um momento seu. Imponha-se, pois ninguém pode te dizer do que você gosta;
2) Não escolha a carreira pelo status. Tome cuidado com os modismos;
3) Verifique as grades curriculares dos cursos para ver se tem identificação com as matérias;
4) Use as redes sociais para pesquisar;
5) Procure profissionais que estão na área para conversar e conhecer seus locais de trabalho;
6) Leve em conta suas habilidades;
7) Verifique se você estará disposto a cumprir as exigências do curso, como estágios por exemplo;
Avalie o mercado de trabalho;
9) Procure quais instituições oferecem o curso que pretende fazer. Às vezes, a distância exige eliminações e mudanças;
10) Livre-se da obrigação de ter de concluir o curso, caso você não goste. Não se trata de uma escolha definitiva, não tenha medo de mudar.
jul 16 2011 | Publicado em
Educação |
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Guilherme Endres é sócio de uma empresa de criação de games
Os poucos cursos de jogos digitais no País apostam em uma nova tendência: os tablets, como o iPad. Disciplinas que tratam do desenvolvimento para essas plataformas são novidade nas universidades e já incentivam os alunos a montarem suas próprias empresas e a inovar na criação de games.
A Unisinos, localizada em São Leopoldo (RS), tem graduação em Jogos Digitais. O curso iniciou em 2004 e tem duração de 3 anos. Para ingressar é preciso realizar o vestibular de verão ou de inverno. O perfil do aluno são jovens com idade entre 17 e 18 anos, normalmente fanáticos por games.
Para o coordenador do curso, João Ricardo Bittencourt, muitos estudantes entram na faculdade com uma visão diferente do que ela realmente é. “Eles acham que a indústria é só pra produzir jogos para consoles de última geração com muitos efeitos especiais e simulações físicas, como os games Crysis e Killzone. Temos muitas outras plataformas, como celulares e, recentemente, os tablets”, afirma.
O aluno vai lidar bastante com matemática, especialmente nas disciplinas de programação, que tratam com algoritmos. Mas também com computação gráfica e design. Para Bittencourt, se o aluno quiser ter sucesso na área, é preciso ter uma formação ampla. “O fundamental é programar, mas também tem que saber de concepção de produtos, entender da indústria e da criação, por isso desenvolvemos diferentes disciplinas”, afirma.
No começo deste ano, duas cadeiras entraram para o currículo da graduação da Unisinos: a programação multiplataforma, que ensina os estudantes a programar para iPad e iPhone, e a atividade de projetos de jogos, em que o aluno coloca na prática o conteúdo, desenvolvendo games para plataformas móveis.
Criar ferramentas para essas novas tecnologias é uma forma de dar maior independência e visibilidade aos projetos dos alunos, pois os games podem ser disponibilizados para download na Apple Store, sistema que permite aos usuários baixar games e aplicativos para a marca online. “Esse é um segmento novo que vai atrair muitos estudantes, pois são jogos simples de serem feitos e mais fáceis de publicar”, afirma Bittencourt.
Empreendedorismo
Uma das empresas que nasceu desenvolvendo games para iPhone e iTouch foi a The Velopers. Criada por quatro estudantes de jogos digitais da Unisinos, ela já lançou um título para consoles da Apple e o próximo será disponibilizado em três meses.
A ideia de montar o negócio surgiu depois que os sócios assistiram a uma palestra sobre o crescimento de vendas do iPhone. Então, no início de 2010, começaram a tocar o empreendimento trabalhando em casa. Hoje três dos sócios ainda estão na faculdade e dividem seu tempo entre as aulas e os estágios. Guilherme Endres, único já formado, também tem outro trabalho. O plano é, em breve, conseguir uma estrutura física para a empresa e trabalhar em tempo integral.
O primeiro projeto da The Velopers foi lançado no meio do ano passado e se chama Stroopy. No jogo, aparece escrito o nome da cor, mas as letras estão pintadas de outra. Por exemplo, surge a palavra azul, mas as letras estão em vermelho. Então, o jogador deve apertar o botão com correspondente à cor escrita. O próximo jogo é sobre física e consistirá em utilizar fórmulas para poder lançar um rato na direção correta para que ele pegue um queijo.
Endres afirma que um dos principais motivos para apostar em plataformas como iPad e iPhone, além do aumento nas vendas, é a facilidade em distribuir e o baixo custo de desenvolvimento. “Para montar um jogo maior tem que ter um grande investimento, e esse tipo que montamos é mais fácil para as pessoas terem acesso”, conta.
O jogo Stroopy não teve um grande número de downloads e já foi retirado da Apple Store, mas, de acordo com Endres, a experiência foi importante para a empresa. “Já temos umas cinco ideias novas para colocar em prática e vamos usar o que aprendemos com os erros do primeiro para aprimorar e conseguir um número maior de downloads, atingindo mais visibilidade”, afirma o sócio.
Ampliação do mercado
Outra universidade que oferece esse tipo de faculdade é a Anhembi Morumbi. A graduação em Design de Games é pioneira na área e foi criada em 2003. Ela tem duração de quatro anos. O curso é responsável por um índice histórico na instituição, pois a procura vem dobrando a cada dois anos.
Para o coordenador, Delmar Galisi, a procura tem aumentado porque a área desperta interesse não só pelos jogos, mas também porque é utilizada praticamente a mesma tecnologia digital aplicada em projetos de web, multimídia, animação, vídeo digital, entre outros.
Apesar de muitas pessoas pensarem que a faculdade forma apenas profissionais para o desenvolvimento de jogos, Galisi salienta que a graduação possibilita ao aluno migrar para outras áreas. “Temos oportunidades na área de educação, cinema e televisão. O curso oferece ainda opções de atuação em produção de vinhetas, sites, bem como projetos relacionados à área de hipermídia e interfaces digitais”, afirma.
Segundo Galisi, a tendência é que o mercado cresça muito, pois os jogos estão invadindo todos as plataformas: celular, TV, redes sociais e tablets. Isso abre frente para novos perfis de jogadores. “Muitos games para celular são jogados por pessoas que nunca tinham jogado em um console, por exemplo. Eu tenho percebido este movimento com os tablets também. As pessoas gostam de jogar, é algo inerente à nossa cultura”, afirma.
jul 14 2011 | Publicado em
Educação |
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